Durante a maior parte da história da civilização europeia, a resposta para o que é um corpo saudável foi diferente da atual (e super recente, tipo seus bisavós) medicina. Desde a Antiguidade até o fim do século XIX, a medicina humoral previa que saúde significava o equilíbrio entre quatro fluidos corporais, representados por elementos: o sangue (ar), a fleuma (água), a bile amarela (fogo) e a bile negra (terra). 

Esses elementos entravam no corpo pelo ambiente ou pelas comidas ingeridas, consideradas mais ou menos úmidas e “quentes”.

Essa visão de medicina é chamada humoral porque é relacionada a humores, temperamentos. Uma pessoa com excesso de sangue era, assim, excessivamente entusiasmada, uma com fleuma demais era fleumática (indiferente, blasé), com muita bile amarela era raivosa e, no caso da bile negra, depressiva.

O diagnóstico era feito buscando o humor em falta ou em excesso, e complementando ou drenando o fluido do corpo (sanguessugas foram comumente usadas para tirar o que era acreditado como excesso de sangue, por exemplo).

Para você o que é ser saudável hoje? E o que disso tem de semelhante ou diferente dessa visão antiga da medicina?

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