Os alemães são conhecidos por produzirem boas cervejas, mas a tradição do vinho também é antiga na região. É verdade que os povos germânicos foram caracterizados pelo romano Tacitus por consumir uma “bebida fermentada de cevada” que todos sabemos o que é. Mas a viticultura foi introduzida na Alemanha também há muito tempo, por volta de 51 a.C. pelas tropas romanas subindo o Rio Reno (Rhein), junto com o sistema monetário, estatal e de escrita.

Até hoje, mais de 2.000 anos depois, a região dos rios Reno e Mosela (Mosel) é a principal produtora de vinhos na Alemanha.

Durante algum tempo, na Idade Média, uvas viníferas foram plantadas também no norte e nordeste do país, mas no século XV uma série de geadas destruiu a viticultura nessas regiões.

De qualquer forma, a burguesia e a aristocracia sempre preferiram os vinhos da região do Reno, Mosela e Alsácia.

O primeiro registro da famosa uva Riesling (com este nome), que produz ótimos vinhos brancos, é de 1435, em Rüsselsheim, cidade perto de Frankfurt.

Mas, em 371 d.C., o poeta romano Ausonius já descrevia a produção de vinhos no vale do Mosela, em um poema que ganhou o nome do rio.

A @julia.janelaparaalemanha, alemã (e professora de alemão) que mora no Brasil, é de Koblenz, cidade onde os rios Reno e Mosela se encontram, e ela mostrou a região (e o pai dela, que é super conhecedor, explicou várias coisas sobre os vinhos de lá) nos vídeos “Turistando em Koblenz na Alemanha”, no canal dela no YouTube (Janela para a Alemanha). Vale a pena conferir!

Foto: Friedrich Petersdorff

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